21 dezembro 2009

A PATOTA DA BARRA FUNDA

Voltei ontem, no vôo das dez da noite, de São Paulo. Estava devendo uma ida para visitar os amigos, uma ida com calma, de fim de semana, sem pressa. Estou profundamente arrependido de não ter ido antes, pois o troço foi pesado.

Começou na noite de sexta, no bar da queridíssima Dona Ana, a minha visita. Favela e Szegeri, amigos do peito, brindaram comigo. A noite terminou no clube Anhangüera com a última roda de samba do ano comandada pelos Inimigos do Batente e Galotti como convidado. No sábado pela manhã, dei um puta passeio pelo centro de São Paulo guiado pelo meu irmão Favela. Ficamos quase duas horas andando e bebendo umas cervejas, foi bacana mesmo. À tarde, chegamos novamente ao templo maior da Barra Funda, o Anhangüera, para ver a final de futebol master entre as equipes Sobrado e Ton-Ton. O clube, que se localiza na rua dos Italianos, é mágico. Poder curtir o cotidiano ao lado de seus antigos sócios e até fundadores não tem preço. Não dá vontade de sair de lá, me senti em casa e fui tratado com muito carinho por todos.

Ó do Borogodó foi nossa próxima parada, para a tradicional roda dos Inimigos do Batente. O sábado acabou por lá, com muita cerveja e com vários amigos.

O domingo foi o último dia e o mais especial do passeio. Começou bem cedo, com um belo café da manhã preparado pela maravilhosa Milena, mulher do meu irmão Favela. Fiquei muito bem hospedado na casa deles, e o café da manhã foi uma coisa ímpar. Obrigado, Milena, você é demais. Depois dos quitutes da Mi, fomos adivinha para onde? Para o Anhangüera novamente, mas desta vez pude viver algo muito especial. Fui convidado para vestir o uniforme e jogar no gramado histórico do rubro negro da Barra Funda. Joguei ao lado dos Tirone, e pude apreciar o toque refinado do craque Mimi, pai de Arthur Favela, Brunão e Angelo. O homem joga demais, e em sua primeira jogada deu um lindo chapéu em Angelo. Aliás, todos os Tirone jogam muita bola, sabem tratar bem a redonda. Ainda tive a emoção de sacudir as redes uma vez, fato que jamais esquecerei.

Após a partida, um banho no vestiário, e em seguida, cerveja com a rapaziada. Mais tarde partimos para a casa dos Tirone, onde nos deliciamos com a incrível macarronada com porpeta da Dona Denise. Depois da comida iniciamos as partidas de Presidente, um carteado bem bacana. Conversamos e rimos bastante, e passamos um domingo em família muito agradável. O sentimento que vivi foi o que um homem busca para a sua vida. Agradeço pelo carinho que TODOS me deram.


A patota no Anhangüera.


Bruno, ??? , Gordo, Favela, Mimi, eu.


Eu e o craque Nariz.



Com os Tirone.


Milena, eu e Arthur.


Dona Denise, Mimi e eu.



Longa vida aos Tirone.

Até.

Obs: Favela, me diga o nome do segundo caboclo da segunda foto.

4 comentários:

Milena disse...

Querido,
Para que os créditos do “do café da manhã ímpar” não fiquem todos para mim, gostaria de lembrá-lo que nosso desjejum não teria sido tão ímpar assim se você e o Arthur não tivessem se aventurado pelas ruas paulistanas logo na primeira luz do dia em busca de pães tão viçosos como aqueles. Não é, Sr. Felipinho?!
Saudades de todos vocês.

Anônimo disse...

Felipinho,

Muito bom o texto...você é sempre bem-vindo en nossa casa.

Abs,

Angelo Tirone
Ps: fiquei famoso pela linha "touca" que tomei de papai..mas confesso que é um orgullho, afinal ele é o professor e nós aprendizes.

Mari disse...

Felipinho, me confundi... Foi no seu blog que vi as fotos e pensei que fosse no do Arthur, porém isso não te faz menos Judas...rssss... Brincadeira querido, beijos e feliz Ano Novo!

Arthur Tirone disse...

Mano, foi um fim de semana histórico. Minha casa é sua casa!

Beijão.

PS: O nome do segundo na foto é Agostino.