A sede do alvi-rubro da Tijuca está avaliada de 18 milhões de reais.
Saudações rubras.
O carnaval está batendo em nossas portas e por causa disso nossas almas começam a ficar inquietas. Tem bloco de rua, tem desfile no Sambódromo pela escola querida, tem baile de salão, ou mesmo a solitária folia de balcão. O importante é que o folião é sempre flechado pelo cupido da esbórnia. A razão, que temos que tê-la como aliada para maneirar as atitudes impensadas, fica sempre de fora dessa festa colorida. É nesta época do ano que o verbo brincar, tão simples e cada vez mais esquecido, tem seus dias de protagonista. As pessoas que brigam entre si durante o ano por motivos pífios, pulam juntas com suas fantasias trocando gargalhadas sem fim. As regras vão pra cucuia, pois o que manda agora é a incerteza do daqui a pouco, queremos é que nossa felicidade faça uma orgia com nós mesmos. Todos são iguais, todos, já que as desigualdades não existem para quem entra na folia. Milionários e moribundos dançam de pileque abraçados no meio da multidão ao som de Bandeira Branca, pois ali, não pensam no caviar de logo mais e na quentinha a ser batalhada pelas esquinas. Crianças largam suas tvs hipnóticas e seus games doentios para, enfim, viverem um pouco. Os velhinhos serelepes se esbaldam como se estivessem sonhando, e ao mesmo tempo pedem aos santos para que aquele não seja seu último carnaval.
Começo de festa. Meu velho pai ostenta a barba. Eu à esquerda.

Final da festa. Minha irmã no colo do velho sem entender nada.

Espanhol e a gelatina. Era sempre a mesma coisa.
Os vizinho aqui do prédio, em todo começo de dezembro batia aqui na porta para perguntar se sediaríamos o natal. Se a resposta fosse positiva, ou eles se mandavam ou vinham pra minha casa. Teve um ano que o andar inteiro ficou vazio, só o nosso apartamento ocupado. Era uma gritaria só, crianças aos montes e a coroada que falando alto pra caceta.
Hoje é a molecada daquela época que agita as festas. O time dos velhos já está desfalcado, mas os que ainda estão aí ainda desafiam qualquer um na arte da birita, está no sangue deles. Foi uma época muito boa, que nunca esquecerei. Atualmente, apesar das coisas estarem mudadas, também é bom. Agradeço muito aos meus pais e tios por realizarem as bagunças mais bacanas que vivi.
Qualquer hora lembro de outras histórias e coloco aqui.
Até.
Até.