Conheço o The Flash desde os doze anos, foi a época em que comecei a colecionar lps. The Flash com certeza tem outro nome, mas ninguém sabe qual, e este apelido lhe foi dado por causa de sua vagareza excessiva. Trabalha na sua cadeira de engraxate na rua do Carmo há quase três décadas, e sempre ao lado do seu amigo Jorge. Seu Jorge, aliás, está se recuperando de uma cirurgia de próstata, mas logo voltará ao batente.
Esses dois figuras são autênticos cariocas, e têm importância máxima para o cotidiano da cidade. Primeiro ganhavam a vida somente lustrando os pisantes do povo, e depois resolveram aumentar o ordenado vendendo discos de vinil. Não tenho como calcular o quanto já gastei ali, mas não foi pouco. Só não foi mais pois os dois são honestíssimos, são três lps por cinco reais e pronto. E olha que vira e mexe pinta coisa muito rara ali, mas não interessa, continua três por cinco. Aí aparece a magia do garimpo do vinil. Tem dias que passo por lá e só tem Fábio Junior, uns pagodes safados, Julio Iglesias, discos da Xuxa, e outras porcarias que não me interessam. Mas na maioria das vezes a coisa é fina. Já peguei muito lp importado de jazz que vale um fortuna, fechei minha coleção do Waldir Calmon, do Nelson Gonçalves (mais de sessenta lps), do Ronnie Von, peguei várias coletâneas com capas de fotos do Rio de Janeiro raríssimas, discos de 78 rotações da Rca Victor... Muito material bom.
Outra coisa importante a se dizer é que os discos estão sempre em estado excelente, visto que são religiosamente limpos pelos dois parceiros antes de irem para a calçada. E além dos vários lps eles vendem fitas k7, verdadeiras jóias em perfeito estado.
Esses dois figuras são autênticos cariocas, e têm importância máxima para o cotidiano da cidade. Primeiro ganhavam a vida somente lustrando os pisantes do povo, e depois resolveram aumentar o ordenado vendendo discos de vinil. Não tenho como calcular o quanto já gastei ali, mas não foi pouco. Só não foi mais pois os dois são honestíssimos, são três lps por cinco reais e pronto. E olha que vira e mexe pinta coisa muito rara ali, mas não interessa, continua três por cinco. Aí aparece a magia do garimpo do vinil. Tem dias que passo por lá e só tem Fábio Junior, uns pagodes safados, Julio Iglesias, discos da Xuxa, e outras porcarias que não me interessam. Mas na maioria das vezes a coisa é fina. Já peguei muito lp importado de jazz que vale um fortuna, fechei minha coleção do Waldir Calmon, do Nelson Gonçalves (mais de sessenta lps), do Ronnie Von, peguei várias coletâneas com capas de fotos do Rio de Janeiro raríssimas, discos de 78 rotações da Rca Victor... Muito material bom.
Outra coisa importante a se dizer é que os discos estão sempre em estado excelente, visto que são religiosamente limpos pelos dois parceiros antes de irem para a calçada. E além dos vários lps eles vendem fitas k7, verdadeiras jóias em perfeito estado.
Sempre que posso faço uma visita aos dois, pois além de alimentar o meu vício pelas bolachas tenho uma boa prosa com gente que merece todo meu respeito por causa da simplicidade e simpatia.
Amo a minha cidade e sou feliz aqui por causa de pessoas como o The Flash e o Seu Jorge.
Até.


2 comentários:
Que beleza, maninho! Mas esse tipo de comércio é mesmo um perigo para fissurados como nós...
Bebeto e Romario....
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