Este ano um dos maiores arqueiros do futebol nacional completaria 75 anos de vida. Em 27 de setembro de 1934, José Valentim da Silva nascia em Itajubá-MG. Não gostava de frequentar as aulas, e seu passatempo predileto era ficar desenhando. Seus rabiscos eram principalmente da Olivia Palito e Popeye. De tanto fazer desenhos do marinheiro comedor de espinafre, logo ganhou o apelido de Pompéia, já que seus amiguinhos não conseguiam pronunciar corretamente o nome "Popeye". Trabalhou três meses dando saltos e piruetas num circo de sua cidade, chegou a quebrar o braço dando uma de trapezista.
Ainda moleque começou como centroavante do Itajubá, e logo depois foi fazer gols no São Paulo-MG, ambos na segunda divisão mineira. Num jogo em que o São Paulo-MG foi jogar em outra cidade, o goleiro titular ficou doente, e então o treinador resolveu mandar Pompéia defender os três paus. Depois de atuação brilhante na partida, Pompéia tornou-se titular absoluto da equipe. Suas defesas acrobáticas e milagrosas fizeram com que ele não ficasse muito tempo no timeco mineiro. No dia 1º de abril de 1953 foi contratado profissionalmente pelo respeitoso time do Bonsucesso, que pagava-lhe um soldo mensal de 3 mil cruzeiros. Durou apenas um ano sua passagem pelo clube suburbano, já que em 1954 o América levou o goleiraço pagando-lhe 8 mil por mês. Foram seis anos de titularidade absoluta no time da Campos Sales, sendo campeão carioca em 1960, e onze anos dentro do clube tijucano. Quando ainda jogava pelo Mecão, foi escalado pela CBD para jogar no selecionado nacional que iria disputar competições sul-americanos. Vejam na primeira foto abaixo como ficou nossa seleção:
Ainda moleque começou como centroavante do Itajubá, e logo depois foi fazer gols no São Paulo-MG, ambos na segunda divisão mineira. Num jogo em que o São Paulo-MG foi jogar em outra cidade, o goleiro titular ficou doente, e então o treinador resolveu mandar Pompéia defender os três paus. Depois de atuação brilhante na partida, Pompéia tornou-se titular absoluto da equipe. Suas defesas acrobáticas e milagrosas fizeram com que ele não ficasse muito tempo no timeco mineiro. No dia 1º de abril de 1953 foi contratado profissionalmente pelo respeitoso time do Bonsucesso, que pagava-lhe um soldo mensal de 3 mil cruzeiros. Durou apenas um ano sua passagem pelo clube suburbano, já que em 1954 o América levou o goleiraço pagando-lhe 8 mil por mês. Foram seis anos de titularidade absoluta no time da Campos Sales, sendo campeão carioca em 1960, e onze anos dentro do clube tijucano. Quando ainda jogava pelo Mecão, foi escalado pela CBD para jogar no selecionado nacional que iria disputar competições sul-americanos. Vejam na primeira foto abaixo como ficou nossa seleção:

De pé: Djalma Santos, Pompéia, Edson, Formiga, Zózimo e Helio.
Agachados: Canário, Romeiro, Leônidas, Zizinho e Ferreira. Timaço.
Num Maraca lotado em 1963, Pompéia sai para fazer a defesa nos pés de Bianchini, atancante do Bangu.

De pé: Rubens, Pompéia e Edson.
Agachados: Canário, Romeiro e Leônidas da Selva.

Pompéia era a alegria dos fotógrafos
Saiu do América em 1965, e ainda defendeu as camisas do São Cristóvão, Galícia-BA, Clube do Porto (Portugal), Deportivo Itália (Venezuela) e Deportivo Português (Venezuela), onde foi campeão venezuelano de 1967.
Em 1969 o Deportivo Português fez uma amistoso com o temido Real Madrid em Caracas. No final da partida um atacante espanhol chuta para o gol e Pompéia faz defesa no canto rasteiro mas dá rebote... Imediatamente, para abafar a jogada, ele vai pra cima do jogador que se aproxima para marcar o tento... Mas desta vez o tal jogador, um tal de Di Stefano, é mais rápido, e chuta o couro de forma violenta no olho esquerdo do eterno arqueiro rubro. O Contellation (apelido que ganhou de Waldir Amaral) só acordou no hospital após uma delicada cirurgia, onde ficou cego desta vista. Acabara ali sua brilhante carreira.
A depressão foi sua companheira depois deste acontecimento infeliz, e seus amigos não conseguiram com que ele saísse do fundo do poço. Amaro, campeão de 1960 e amigo de Pompéia, ainda tentou que ele fosse treinador de goleiros do Bonsucesso, mas sua intenção foi em vão.
Pompéia ficou esquecido e virou alcoólatra. Morreu em 1996 num manicômio, sozinho, com uma bola à beira da cama.
Até.


4 comentários:
Cacete! É uma biografia e tanto! Que história! Que história!
Abraços!
Legal! Adorei o que escreveu, mas so um detalhe, Pompeia não morreu num manicomio e sozinho.
Sua familia estava todo o tempo do lado dele na sua cidade natal.
Digo isto porque meu pai é primo do jogador e acompanhou de perto.
Abraços
Grande Karina, obrigado pela visita.
Tive informações dentro do próprio clube que ele morreu sozinho. Fico feliz por saber que não foi bem assim.
Abraço.
Queria muitoo q meu tio fosse vivo ate hj para poder me ajuda nessa minha caminhado do futebol!! quando ele morreu eu tinha 6 anos ! mais por tudo q veijo na internet e tudo q minha familia me fala ele foi um goleiro muitoo bomm !!! vc faz falta tio !!
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