Não é facil quando temos que comparecer a um velório, principalmente quando o defunto é dos nossos. Mas já que a vida de vez enquando nos passa a perna, temos que saber lidar com estes momentos tristes que ela nos obriga.
Tem gente que não vai em velório de jeito nenhum, passa mal, desmaia, e sente arrepios. Eu faço questão de comparecer, sou daqueles que marco minha presença com a família e amigos em todas as situações. Quando meu pai faleceu eu ainda era moleque, mas lá estava ao lado de minha mãe e irmãs. Na vez do meu avô materno, o véio Zé (cearence cabra da peste), já era marmanjo, mas lá estava juntamente com meus primos bebendo quantidades violentas de cerveja num pé-imundo bem defronte ao cemitério do Cajú. Fizemos justamente o que o véio faria (ele adorava uma gelada). E ainda trouxe pra casa como lembrança daquele dia, o rótulo de uma das garrafas consumidas, que está como um troféu pregada em uma das paredes lá de casa. São esses pequenos momentos que nos engrancedem.
Bom, cada um tem seu ritual nessas horas, mas o fato é que temos que encarar a coisa.
O que me levou a escrever um pouco sobre o assunto, foi a última moda em velórios, e do jeito que anda a "globalização", periga chegar por aqui também. Penso aqui, com minha humilde opinião, que trata-se de mais um passo para o fim dos tempos, não há mais o que inventar. Começou no Reino Unido, mas torço para que o troço não ganhe força e logo vá para a cova.
Leiam a matéria publicada na Folha de São Paulo:
Reino Unido oferece vídeos de velórios em pay-per-view
reuters, Londres.
Uma empresa britânica está oferecendo o serviço de pay-per-view para velórios no país. Após pagar uma determinada quantia, parentes e amigos podem assistir à cerimônia ao vivo pela internet.
Apesar das críticas, a Wesley Music, empresa que fornece o serviço, agora pretende lançar o serviço também em crematórios. Será preciso pagar cerca de US$ 150 para ver o funeral. Para ter acesso às imagens, captadas por uma câmera instalada no local, o usuário tem de digitar uma senha.
'Hoje em dia, as famílias estão dispersas pelo mundo e, às vezes, acontece de alguém não conseguir chegar a tempo em um funeral', disse Alan Jeffrey, diretor da Wesley Music.
'Para aqueles que precisam, é um serviço muito importante. Significa que, em vez de ficarem excluídos, eles podem ser testemunhas, podem fazer parte do funeral enquanto ele acontece. Em tempos de estresse, é algo que alivia a dor', diz ele.
Davin Powell, dos administradores de funeral Henry Powell and Son, de Southhampton, no sul da Inglaterra, disse que já testou o serviço em três funerais. Ele afirma que tudo continua íntimo e privado, apesar da transmissão pela rede.
'É algo pessoal. Não está disponível para todo mundo ver', disse ele à Reuters. 'Há uma senha para a família mandar àqueles que quiserem assistir on-line.'
Imaginem vocês, o sujeito no sofá, com as pernas pro alto, um pote de pipocas ao lado, e assistindo o seu velório numa boa...
É pra rir ou pra chorar?
Até
Tem gente que não vai em velório de jeito nenhum, passa mal, desmaia, e sente arrepios. Eu faço questão de comparecer, sou daqueles que marco minha presença com a família e amigos em todas as situações. Quando meu pai faleceu eu ainda era moleque, mas lá estava ao lado de minha mãe e irmãs. Na vez do meu avô materno, o véio Zé (cearence cabra da peste), já era marmanjo, mas lá estava juntamente com meus primos bebendo quantidades violentas de cerveja num pé-imundo bem defronte ao cemitério do Cajú. Fizemos justamente o que o véio faria (ele adorava uma gelada). E ainda trouxe pra casa como lembrança daquele dia, o rótulo de uma das garrafas consumidas, que está como um troféu pregada em uma das paredes lá de casa. São esses pequenos momentos que nos engrancedem.
Bom, cada um tem seu ritual nessas horas, mas o fato é que temos que encarar a coisa.
O que me levou a escrever um pouco sobre o assunto, foi a última moda em velórios, e do jeito que anda a "globalização", periga chegar por aqui também. Penso aqui, com minha humilde opinião, que trata-se de mais um passo para o fim dos tempos, não há mais o que inventar. Começou no Reino Unido, mas torço para que o troço não ganhe força e logo vá para a cova.
Leiam a matéria publicada na Folha de São Paulo:
Reino Unido oferece vídeos de velórios em pay-per-view
reuters, Londres.
Uma empresa britânica está oferecendo o serviço de pay-per-view para velórios no país. Após pagar uma determinada quantia, parentes e amigos podem assistir à cerimônia ao vivo pela internet.
Apesar das críticas, a Wesley Music, empresa que fornece o serviço, agora pretende lançar o serviço também em crematórios. Será preciso pagar cerca de US$ 150 para ver o funeral. Para ter acesso às imagens, captadas por uma câmera instalada no local, o usuário tem de digitar uma senha.
'Hoje em dia, as famílias estão dispersas pelo mundo e, às vezes, acontece de alguém não conseguir chegar a tempo em um funeral', disse Alan Jeffrey, diretor da Wesley Music.
'Para aqueles que precisam, é um serviço muito importante. Significa que, em vez de ficarem excluídos, eles podem ser testemunhas, podem fazer parte do funeral enquanto ele acontece. Em tempos de estresse, é algo que alivia a dor', diz ele.
Davin Powell, dos administradores de funeral Henry Powell and Son, de Southhampton, no sul da Inglaterra, disse que já testou o serviço em três funerais. Ele afirma que tudo continua íntimo e privado, apesar da transmissão pela rede.
'É algo pessoal. Não está disponível para todo mundo ver', disse ele à Reuters. 'Há uma senha para a família mandar àqueles que quiserem assistir on-line.'
Imaginem vocês, o sujeito no sofá, com as pernas pro alto, um pote de pipocas ao lado, e assistindo o seu velório numa boa...
É pra rir ou pra chorar?
Até
Um comentário:
Essa foi foda! Isso é piada...
Aê Felipe, pela primeira vez comento por aqui (sempre leio). Seguinte: provei da Palmelinha que deste ao Szegeri. Que beleza de cachaça!
Abraço.
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