12 fevereiro 2008

PEDALADA = BAR URCA

Depois de um carnaval debaixo de chuva, o sol resolveu aparecer no último fim de semana.

Sábado, compareci na roda da Folha Seca que estava impecável como sempre, e desta vez sem a presença dos toldos que acolheram o povo nas duas últimas vezes. Programa imperdível.

Domingo, tomava café pela manhã lendo o jornal quando tocou o telefone, era o Fraga:

- Felipinho, vamos pedalar! Encontramo-nos no aterro!

Meu camarada não perguntou se eu queria andar de bicicleta, apenas ordenou. Prontamente entendi sua gana para sentir mais uma manhã da cidade maravilhosa, já que acabara de chegar de Cuba onde passou a semana carnavalesca. Nada mal também.

Meia hora depois, estava eu no local marcado ansioso por sua chegada, porque sei que pedalada com o Fraga é sinônimo de Bar Urca. Assim que chegou fui logo perguntando:

- Vamos pra onde?

- Bar Urca.

E eu, fingindo que não sabia do destino óbvio:

- Boa pedida. É bom mudarmos de vez em quando.

Pedalamos com uma velocidade acima do normal, pois a gelada que nos esperava não saía de nossas mentes, parecia servir de combustível para nossas pernas. Chegamos em minutos.

O Fraga, comandante do pedaço, nem precisou pedir. Foi só o Manel olhar o cara na beira do balcão e pariu uma Brahma mofada à nossa frente. Naquele exato momento, acabávamos de ganhar o dia. Ficamos lembrando de quantas vezes fizemos esta mesma coisa acompanhados de pessoas queridas como Digão Folha Seca, Dani Folha Seca, Leo Boechat, e Arturrrrrrr Mitke.

O Bar Urca, que tem a sorte de ter uma das mais belas vistas do Rio à sua frente, é tocado pelo quase centenário Seu Gomes juntamente de seus filhos. Um deles, o Armando, tive o prazer de conhecer neste último domingo, disse-lhe do carinho que tínhamos pela casa, e que inclusive era seu xará, já que um de meus sobrenomes é Gomes.

Depois da sexta ampola e de alguns pastéis, eu e meu irmão Fraga resolvemos rumar para nossas respectivas casas, e quando preparava-me para montar na minha caloi 10, tive o prazer de ser agraciado com uma camisa do Bar pelo seu Armando, fiquei muito feliz.


Como diria o Fraga: "Coisa de craque".

Vida longa aos Gomes!

- recado para o Digão: arruma logo uma bicicleta, Mais Velho.

Um comentário:

Clansman disse...

A decepcionante impressão sobre o tradicional 'Bar Urca'

Ontem foi o dia dos namorados. Esta data seria uma das últimas vezes em que eu e a Paula comemoraríamos o 'dia dos namorados'. Afinal, nos casaremos ano que vem. A Paula teve a apaixonante iniciativa de fazer uma surpresa pra mim: eu não saberia como seria o nosso dia dos namorados juntos. Para onde iríamos, o que faríamos, o que eu ganharia de presente, etc. Isto me cercou de expectativas.

Combinamos de nos encontrar na estação de metrô da Carioca, para aí então começarmos o nosso dia dos namorados. Por volta das 18:20h nos encontramos no metrô e fomos em direção à estação de Botafogo, onde pegamos a integração no sentido Urca. Até aí eu apenas imaginava que iríamos a algum restaurante no bairro da Urca. Já havíamos ido a outro naquela região, do qual não me lembro o nome, mas que era perto do Instituto Militar de Engenharia (IME) e que nos agradou muito.

Fomos então ao 'Bar Urca', tradicional bar e restaurante do Rio de Janeiro, muitas vezes citados em jornais e revistas. Tal surpresa me agradou num primeiro instante, afinal, o Bar Urca tem origens portuguesas, como eu, e possuía muitas recomendações. A Paula estava muito feliz de saber que havia me agradado.

A entrada para o andar superior, onde ficam as mesas de jantar, é pela lateral. Logo na entrada, ouvi um barulho de copo quebrando vindo da cozinha. Algo me parecia caótico lá dentro. Subimos então pela escada, onde fomos ao encontro de um garçom que possuía a lista de reservas. Era um senhor mulato, um pouco magro. Informamos então o nome da Paula. O mesmo verificou a listagem, e pra espanto nosso, disse que o nosso nome não constava na lista. Ele então perguntou a outro garçom, que informou a mesma coisa. Ficamos desapontados. A Paula disse que havia feito a reserva na terça-feira, através do site do bar, e depois, no mesmo dia, ligou para eles confirmando a reserva. Ele disse que se o nome não estava lá, nada poderia ser feito. Ao mesmo tempo em que isto acontecia, outro casal, bastante elegante, chegou. Ambos tinham por volta dos 40-50 anos. A mulher perguntou sobre a mesa dela. O garçom disse que eles poderiam ficar somente até 20:00h, e já eram 19:30h. Ela então comentou com o marido: "- Que despreparo!". Infelizmente foi neste clima que o nosso dia dos namorados havia começado.

Decidimos sair. Ficamos uns 30 minutos esperando uma resposta deles no lado de fora, em frente à Baía de Guanabara. Neste momento, aproveitamos a vista para trocar nossos presentes. De uma forma não convencional, o dia estava sendo inesquecível...

Paramos pra pensar sobre o Bar. Ele não era tudo o que imaginávamos. O ambiente superior era claustrofóbico: o teto era baixo, o salão era pequeno, e as mesas muito perto uma das outras. Era difícil ter uma conversa romântica ali, ainda mais por que as janelas eram fechadas.

Agora, o pior: imagina achar um restaurante às 20:00h no dia dos namorados? Isto tudo em função da desorganização deles... Arriscamos ir a Botafogo. Iríamos passar no Rio Off Shopping, à procura de um restaurante legal, e caso não encontrássemos, a segunda opção seria o Botafogo Praia Shopping. Mas isto é assunto para o outro post (Restaurante América)...