Chegamos um pouco cedo, e resolvemos comer em algum lugar. Prontamente me lembrei do Carlitos, que fica de fronte ao teatro Rival:
- Já foi no Carlitos Heloisa?
- Não
- Você vai gostar, é um boteco que tem um pastel gostoso, mas o principal é a batida de gengibre...
Chegando lá, o espanto, o bar estava com as portas fechadas e o prédio com tapumes em volta, nem o letreiro tinha mais. Fiquei uns cinco minutos olhando ainda surpreso, quando resolvi perguntar para um segurança do Rival:
- E o Carlitos? Fechou para obras?
- Antes fosse irmão, o dono desse prédio parece que vendeu ele todo, até o bar que ficava embaixo... Uma pena, esse boteco era muito bom...
Como uma coisa dessas pode acontecer? Pé-sujo não pode fechar, ainda mais com o naipe do Carlitos, quem fez uma coisa destas não tem noção do mal que prestou para muitas pessoas. O que tem que fechar é o Belmonte, essa praga, Informal, Antônio's... Não gosto nem de ficar escrevendo sobre esses lixos. Bom, fica aqui o protesto e a tristeza, outro dia estive no bar e bebi a última ser saber...
Voltamos então para o cinema sem comer porra nenhuma, só compramos pipoca do lado de fora e entramos. Sobre o filme, posso dizer que é interessante, mas faltou alguma coisa de informação nele. Vale muito pelas imagens do Rio antigo, das rodas de samba no Zicartola e dos sambistas nos bares, mas fica devendo um pouco quando se trata do próprio Cartola, acho que sua vida poderia ser mostrada de melhor forma para o espectador, que fica com algumas dúvidas ao término da película.

De qualquer maneira, é um importante registro de um dos maiores compositores do país, saí do Odeon satisfeito.
Abraço.
Nenhum comentário:
Postar um comentário