Uísque, era o que desejava eu e meu cunhado André durante o concerto de ontem. O Mistura Fina fechou um acordo com a Sala Cecília Meireles para que seus concertos internacionais sejam realizados na casa da Lapa. E iniciaram muito bem. Terence Blanchard, 45 anos, trompetista de Nova Orleans, eleito duas vezes o melhor do mundo. Terence além de jazz faz trilhas para filmes do Spike Lee, é considerado o melhor da nova geração. Quando ainda era moleque, o consagrado baterista Art Barkley o convidou para tocar em sua banda, dando inicio ao seu reconhecimento de hoje.
A noite de ontem começou no Alemão (Bar Brasil) com algumas caldeiretas e uma comida maravilhosa. Eu e André conversávamos sobre a história dos bares da Lapa e de como se abre lixo hoje em dia. Aquele tal de Antonio's que abriu na esquina da Lavradio com Men de Sá... Só podia ser do dono do Belmonte, uma merda que contraria a tradição e boemia carioca. Sem falar no resto que está espalhado por ali.
Saindo daquele patrimônio carioca, nos direcionamos à sala Cecília Meireles, casa que de longe percebemos que estaria cheia. Já estávamos com os ingressos na mão, já que eu tinha ido no dia anterior por eles, ainda bem, pois se esgotaram na hora. Isso é prova de que o nosso povo também gosta de música boa, sendo assim, os bons músicos deste país deveriam ter maior incentivo, para que não fiquemos limitados a estes bostas que imperam no cenário atual. São pucos os nossos músicos de qualidade que tem seu reconhecimento merecido.
Sentados em nossas cadeiras, ficamos admirando o local antes do inicio do espetáculo. Apagaram-se as luzes, nosso olhares voltados para o palco, e a banda entrou, com simplicidade agarraram seus instrumentos e... Foi foda. A primeira nota do trompete já fez com que falássemos:
- Que que é isso...
Terence Blanchard (trompete), Fabian Almazan, cubano (piano), Derrick Hodge (contrabaixo), e Kendrick Scott (bateria), harmonia total, uma incrível sensibilidade nas músicas, domínio completos dos instrumentos. Foram quase duas horas de concerto e apenas cinco músicas, todas enormes e muito doidas, do jeito que eu gosto. Elas iniciam com um tema e depois cada músico parte para sua viajem individual, e na parte final o tema principal retorna e a canção se acaba.
A noite de ontem começou no Alemão (Bar Brasil) com algumas caldeiretas e uma comida maravilhosa. Eu e André conversávamos sobre a história dos bares da Lapa e de como se abre lixo hoje em dia. Aquele tal de Antonio's que abriu na esquina da Lavradio com Men de Sá... Só podia ser do dono do Belmonte, uma merda que contraria a tradição e boemia carioca. Sem falar no resto que está espalhado por ali.
Saindo daquele patrimônio carioca, nos direcionamos à sala Cecília Meireles, casa que de longe percebemos que estaria cheia. Já estávamos com os ingressos na mão, já que eu tinha ido no dia anterior por eles, ainda bem, pois se esgotaram na hora. Isso é prova de que o nosso povo também gosta de música boa, sendo assim, os bons músicos deste país deveriam ter maior incentivo, para que não fiquemos limitados a estes bostas que imperam no cenário atual. São pucos os nossos músicos de qualidade que tem seu reconhecimento merecido.
Sentados em nossas cadeiras, ficamos admirando o local antes do inicio do espetáculo. Apagaram-se as luzes, nosso olhares voltados para o palco, e a banda entrou, com simplicidade agarraram seus instrumentos e... Foi foda. A primeira nota do trompete já fez com que falássemos:
- Que que é isso...
Terence Blanchard (trompete), Fabian Almazan, cubano (piano), Derrick Hodge (contrabaixo), e Kendrick Scott (bateria), harmonia total, uma incrível sensibilidade nas músicas, domínio completos dos instrumentos. Foram quase duas horas de concerto e apenas cinco músicas, todas enormes e muito doidas, do jeito que eu gosto. Elas iniciam com um tema e depois cada músico parte para sua viajem individual, e na parte final o tema principal retorna e a canção se acaba.
Saímos dali de alma lavada, impressionados e exaltados com o que vimos. A banda saiu aplaudida de pé. Todas as pessoas ficaram comentando no saguão da sala sobre a maravilha que tinham visto. Ficamos um pouco por ali e ainda vimos o professor de trompete do André.
Ainda bem que não perdi este acontecimento, ficaria arrependido, só faltou o uísque.
Ainda bem que não perdi este acontecimento, ficaria arrependido, só faltou o uísque.

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