Recomendo que vejam, de preferência no Odeon, a história deste belo cantor, negro e brasileiro.
Até.
Até.

Prateleira com escudo rubro...







Hora de ir embora.
Esperar o trem e ir pra casa feliz.
Aproveitando mais um texto de meu amigo Eduardo Goldenberg sobre a Tijuca (leia aqui), lhes direi algo também.
Vivo no bairro desde que nasci, há mais de trinta anos, e sou feliz, muito feliz por isso. Existem particularidades que só a Tijuca tem. Se tivesse nascido no Centro da cidade, Zona Portuária, ou subúrbio, ficaria muito contente também. A zona sul, que tem coisas boas, embora pouquíssimas, é o resto. A Barra é outro planeta, com outros seres, muito fora dos padrões humanos. Deixa quieto.
Venho para falar da quantidade absurda de clubes que estão no meu bairro, são mais de vinte! O Tijucano é um povo acostumado a frequentar sua piscina, jogar sua sinuca, seu carteado, e participar dos diversos bailes oferecidos. O Club Municipal é craque nisso. Os bailes de lá ficam lotados. A gafieira e a dança de salão sempre tiram o morador "pé-de-valsa" de casa.
Além do América, que é o melhor disparado, tenho um carinho especial pelos clubes portugueses. Desde bem molequinho - como podem ver na imagem - estão no meu sangue. O Vila da feira e Terras de Santa Maria foi o primeiro lugar onde tive convívio social com as pessoas do bairro, bem antes da escola. Lá aprendi a nadar, a respeitar os mais velhos, a admirar as pessoas e seus atos, pude ver a coroada enchendo o pote de vinho e cerveja enquanto jogavam dominó, e sempre em família. Vários bailes de carnaval pulei naquela velha quadra, qualquer dia coloco uma foto desses tempos. É emocionante lembrar disso. Meu amor pela Tijuca começou lá dentro. Outro dia mesmo entrei no clube para falar com um amigo e fiz um "tour" para relembrar os anos passados. Quase nada mudou, a piscina, o bar, a quadra, a secretaria com suas máquinas de escrever da marca Olivetti que ainda trabalham a todo vapor, a velha roleta de entrada. Tem que ter respeito. Frequentei muito a Casa dos Polveiros e o Clube do Porto também. Além desses ainda temos outros quatro grandes clubes de origem portuguesa em nossa região.
Nos fins de semana sempre realizam festas maravilhosas para reunir a colônia. Vinho até dizer chega, sardinhada, galeto, danças típicas e o escambau. É bom demais ver o bairro unido bebendo e dançando.
Isso parece ser uma coisa pequena, tola para alguns, mais tem um valor enorme para mim. Graças aos belos momentos vividos dentro desses lugares, conheci pessoas que são amigas até hoje, e devo a estes momentos do passado parte da minha felicidade do presente.
E foi minha Tijuca querida que me proporcionou tudo isso. Não consigo deixá-la!