20 Fevereiro 2009

QUE VOLTE O GAÚCHO DE SEMPRE

Estou preocupado. No dia 2 de fevereiro o tradicional Café Gaúcho, que fica no largo da carioca, fechou as portas para obras. Fiquei sabendo nesta semana, quando passei por lá para beber um chopp.

Encontrei o meu camarada Leo Boechat passando por ali, imediatamente parou, e ficamos olhando com tristeza o bar silencioso. Fã número um da casa, fotografou o estabelecimento no último dia antes da tal reforma.

Conversamos diante do local, já com palavras pessimistas, e ao mesmo tempo lembrando dos bons momentos. Esperamos que nosso honesto chopp de balcão, nossos sanduíches de linguiça e pernil, nossas empadas de palmito e camarão, e várias outras delícias da alta gastronomia, não morram.

Fica aqui esta nota apreensiva, na esperança de que seja apenas uma manutenção elétrica.





Até.

18 Fevereiro 2009

O BOM E VELHO CARNAVAL

Carnaval carioca - década de 60


A oncinha e o caubói - Rio, 1961




Esbórnia carnavalesca ilustrada em O Malho



Carnaval de 1953 na Pça. Mauá - Bloco homenageou a TV Tupi




Quarta-feira de cinzas - O Malho



Quarta-feira de cinzas no Rio


Carnaval em bonde carioca na década de 50. Tem gente falando que esse que está com um ponto de interrogação na saia é minha cara. Não sou tão velho assim, pessoal! Clique na foto!



Esquentando a percussão - 1941


Boa folia para todos.

Até.

13 Fevereiro 2009

A MESA É DA MAGAL

Na ultima quarta-feira fui visitar o meu sobrinho com um motivo especial. Ele ganhou de presente das minhas mãos a sua primeira mesa de botão. O moleque, que é doente por futebol, ficou maluco.

Aliás, ele está com nova mania, vive escutando as resenhas esportivas na super rádio Tupi, o garoto é fã do Penido. Minha irmã tem que ficar escondendo o radinho que lhe dei para que ele possa dormir.

Voltemos com a mesa de botão. Foi euforia total, ficamos jogando até cansar, e eu lhe explicando as regras. Certa hora, ainda tomado pelo deslumbramento por um simples pedaço de madeira, perguntou-me onde havia comprado a mesa, e eu respondi estufando o peito:

- Comprei nas Lojas Magal.

- Lojas Magal? É uma loja de mesa de botão?

Ficamos meia hora falando das Lojas Magal, e prometi que o levaria para conhecer. A Lojas Magal, que tem quatro filiais (Centro, Bangu, Taquara e Penha), tem de tudo, e faz parte dos comércios que ainda resistem bravamente, mesmo sendo o oposto ao moderno. Ela está desde a década de sessenta, quando a primeira loja inaugurou em Campo Grande, alegrando gerações.




Ganhei o dia com o a felicidade de meu sobrinho.

Até.

11 Fevereiro 2009

JOÃOZINHO E SUA HISTÓRIA

Essa canção do hilário Dicró é para o meu camarada Simas, que às vezes tem que aturar algumas besteiras faladas pelos alunos na sala de aula. Além das vastas histórias do nosso Brasil, ele nos conta sobre esses casos engraçados, e ao mesmo tempo terríveis, no Histórias do Brasil


"Joãozinho e sua história"
Dicró

Novamente Joãozinho repetiu o ano
Sobre história do Brasil
Só disse besteira
E entrou pelo cano

Disse que Pedro Cabral
Rezou a primeira missa
E Pero Vaz de Caminha
Não quis molho no pão com linguiça
Que Anchieta morava na Penha
E era cabo da marinha
Quanto ao rei Dom Manoel
Tinha um carro de praça
E criava galinha

Novamente Joãozinho repetiu o ano
Sobre história do Brasil
Só disse besteira
E entrou pelo cano

Tiradentes era protético
E por isso foi em cana
Protestou contra a pimenta
Contra a gasolina e o angú à baiana
Depois deixou que a Lei Áurea
Fosse assinada pela Marta Rocha
Pedro II pintava parede
Passava o dia agarrado na brocha

Novamente Joãozinho repetiu o ano
Sobre história do Brasil
Só disse besteira
E entrou pelo cano

Ele disse que "Zé" do Patrocínio
Não perdia um jogo no Maracanã
Desfilava na Mangueira
E de Aracy de Almeida era fã
Ari Barroso fez independência
E Tamandaré foi ser beque do Vasco
Rui Barbosa comprava cerveja
Bancava o esquecido e ficava com o casco

Novamente Joãozinho repetiu o ano
Sobre história do Brasil
Só disse besteira
E entrou pelo cano

Até.

09 Fevereiro 2009

COMO FOI O BAILE DA POSSE

Estava lotado o salão nobre rubro na noite da última sexta-feira. Às 21 horas em ponto, a orquestra Tabajara entrou em cena, um espetáculo. Na beira no palco estavam os troféus dos campeonatos de 1960, 1974 e 1982, uma beleza. Comida e bebida vinham com fartura, coisa de qualidade.

Não demorou muito para o salão ser ocupado pelos pares dançantes, que deram um ar de antigamente ao evento. Ao final, imagens do canal 100 com jogos do rubro da Campo Sales foram colocadas num telão, e logo após a orquestra Tabajara emendou com o hino do Mecão. Coisa de chorar!








Sem mais delongas, era esse o meu recado de hoje, informar que foi muito bacana a festa na sede do meu América.

Até.

05 Fevereiro 2009

O BAILE DA POSSE

Estive há pouco tempo na sede da Campos Sales dando uma conferida nos preparativos para a festa da posse do novo presidente rubro, Ulisses Salgado, que acontecerá amanhã à noite. Será um baile de gala com a orquestra Tabajara no comando. O governador estará presente, juntamente com dirigentes de Bangu, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Portuguesa e Vasco. Conselheiros, sócios, e torcedores, também marcarão presença.


Venho de lá com a informação de que não há lugar para mais ninguém.

Como bom tijucano, torcedor, sócio, e talvez futuro conselheiro (vamos ver como anda a coisa amanhã), não vacilei, a mesa 81 está reservada em meu nome, recolhi o convite hoje.





Sábado darei notícias de como foi o maior acontecimento do ano na Tijuca.

Saudações rubras.

AMÉRICA É CAMPEÃO BRASILEIRO

Foi no último dia 25, meus caros. O glorioso Mecão da Campos Sales tornou-se o primeiro campeão brasileiro de futebol de mesa por equipes, ganhando o Maxwell por 9 a 3 na final. O Vasco foi o terceiro colocado.

Depois do título, todos rumaram para a sede, onde foi realizada uma grande comemoração.

Parabéns para a equipe rubra.



Aproveito para informar que amanhã às 21hs teremos o um baile de gala no salão nobre da sede do América, na tijuca, devido a posse do nosso novo presidente. A orquestra Tabajara comandará a festa, e os casais tijucanos irão dançar como nos velhos tempos.

O ingresso vale 25 reais, e pode ser comprado na bilheteria do clube. Tel: 2569-2060

Estarei lá.

Saudações rubras.

03 Fevereiro 2009

BAR DA DONA ANA

Passei a semana passada inteira em São Paulo trabalhando, e valeu a pena. Estava há tempos querendo beber uma cerveja com meus amigos de lá. Na terça, por exemplo, finalmente conheci o famoso Sabiá, bar muito bacana do barbudo Szegeri. Ele não sabia que eu estava em sua terra, e quando cheguei de surpresa foi uma festa só. Armei tudo com o meu irmão Favela. Ainda por cima tive o prazer de conhecer o velho Zé Szegeri. Quanta honra.

Na quinta, o Szegeri não pôde dar o ar da graça pois sua pequena estava adoecida, então a responsabilidade ficou nas mãos do Favela. Acho que não poderia ser melhor.

Este dia, 29 de janeiro de 2009, jamais esquecerei.

Peguei o metropolitano até a estação Tiradentes, e às 19hs, conforme combinado, me aguardava o Favela. O cara me levou em cada lugar da Barra Funda... Me senti em casa em todos eles, tudo muito parecido com o meu cotidiano aqui do Rio. Tive a oportunidade de conhecer o templo do Anhanguera, foi emocionante. Estar no campo, nos salões, na cancha de bocha... Fomos para dentro do campo, pisar no gramado, e enquanto isso ele me contava as belas histórias que por ali ocorreram durante os oitenta anos de existência do clube.

Fui na casa do malandro, conheci seus pais, seu irmão Bruno, suas belas fotos de família penduradas nas paredes. Gente que é nossa, que me faz levantar as mãos para o céu agradecendo por tê-las conhecido.

Bebi no famoso bar do Sinval, bar do seu coração. Conheci seus amigos Bonitão e Gilmar, personagens dos belos contos que meu amigo escreve no Anhanguera.

Foi muita coisa para uma noite só, mas depois de tudo isso relatado, quero deixar aqui uma recomendação. Visitem o Bar da Dona Ana!

O botequim da Dona Ana foi o primeiro que conheci nesta noite, e entrou para minha lista de preferidos. Ele fica no bairro Bom Retiro, colado com a Barra Funda, defronte a 2º DP, na esquina das ruas Jaraguá e Italianos. Só o Favela pode ser mais preciso do que isso.

Entramos e fomos logo pedindo duas barrigudinhas da Brahma, que infelizmente sumiram dos balcões cariocas há décadas. Geladíssimas estavam, de trincar os dentes. Batatinhas calabresas, mesmo dentro da estufa, perfumavam o lugar. Pedimos. Como no bar Trás-os-Montes, na rua do Matoso (vejam aqui), a farta porção de batatas custou 1 mísero barão.

Dona Ana é uma simpática portuguesa de setenta e seis anos, cinquenta de Brasil, e cinquenta neste bar. Esteve proseando conosco, contando de sua vida, de seus fregueses. Diz que em seu aniversário a rua fecha para uma grande festa, deve ser de arrepiar. Há vinte anos seus dois filhos, que segundo ela estão bem de vida, fazem sua cabeça para que pare de trabalhar. Ela não dá bola para eles, portanto, há duas décadas. Diz que seu cotidiano é aquele, sua vida é ali.



Só que este ano o cansaço está sendo mais pungente com esta senhora, que anunciou em primeira mão para estes dois homens atentos do lado de fora do balcão, que vai pendurar o pano de prato que carrega no ombro. Parece que deste ano não passa. Favela deu a idéia de se fazer uma festa na rua, e ela ficou toda contente já pensando no tal dia.

Depois de enfileirar algumas Brahmas diante de nós, que saíam com aquela "capa-branca" da geladeira, fomos embora.

Vos afirmo que este é um pé-sujo para ser de cabeceira, frequentado diariamente. Já tenho ganas de voltar, e farei em breve.

Corram meus amigos, corram, pois tempo ainda há.

Até.